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    December 14

    A morte de um cidadão

     
     
    E AGORA JOSÉ MOTA E COMPANHIA?
     
     
    Um homem de 51 anos, professor na Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida, em Espinho, morreu esta sexta-feira depois de ter sofrido um ataque cardíaco. O acidente ocorreu cerca das 10h da manhã, na Sala dos Professores, depois dos alunos já terem reparado que o docente parecia mal disposto.

    Apesar de todas as diligências efectuadas por colegas e funcionários da escola, acabou por não receber a assistência adequada, alegadamente, porque o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) não tinha nenhuma equipa disponível na altura.

    Apesar da escola estar situada perto do Hospital local, o socorro só foi feito pelos bombeiros, que não tinham o equipamento necessário para evitar a morte. Tentaram ligar para o 112, mas a emergência médica respondeu que a viatura apropriada não estava disponível, pelo que tinham de ser os bombeiros a transportar o doente, informou a RTP.

    Sem o comprimido de nitratos, foi impossível salvar o professor, que ainda foi transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, mas já sem qualquer hipótese de sobrevivência.

    Ficar à espera da ambulância

    O presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE), Ricardo Rocha, já reagiu, aproveitando para dizer que esta situação «pode acontecer todos os dias». «O que aconteceu em Espinho pode acontecer todos os dias. Não há carros médicos, nem médicos, nem enfermeiros suficientes para acorrer a todas as solicitações», frisou, em declarações citadas pela agência Lusa.

    «Não podemos ter um país que funciona assim, onde uma pessoa tem que ficar à espera de uma ambulância que não existe», denunciou Ricardo Rocha, considerando que as 39 VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) existentes no país «são manifestamente insuficientes».

    Na perspectiva do presidente do STAE, a situação ocorrida em Espinho vem levantar novamente a questão da necessidade de «ser criada a carreira de técnico de emergência médica».

    «Acabou por ir ao local uma ambulância dos bombeiros, que, apesar de toda a sua boa vontade, não sabiam o que fazer porque não têm o curso adequado», afirmou, acrescentando que «o que aconteceu poderia ter sido evitado se existissem ambulâncias com bombeiros profissionais (na área da emergência médica)».

    «O que defendemos é a profissionalização das ambulâncias, através de um curso com 1.500 horas de duração. A formação que temos actualmente, com 210 horas, não é nada», defendeu Ricardo Rocha.

    Para o presidente do sindicato, esta exigência de profissionalização também deve ser aplicada aos bombeiros, tal como já acontece noutras áreas específicas, o que permitiria que «todas as ambulâncias possam ter um profissional que saiba o que está a fazer».

      Fonte IOL:Portugal Diário

     
     
     
    Pois, eu gostaria que o professor que agora morreu ( e tantos outros cidadãos que já morreram neste país depois do tal fecho dos SAP¿s e das urgências básicas) fosse familiar da srªministra...Deus me livre desejar a morte de alguém, mas já que ocorreu a triste ocorrência, que tivesse sido com um seu familiar chegado. Aí ela se lembraria ( e também e sobretudo o seu antecessor a quem ela foi tentar salvar a cara da vergonha!...)de que esses meios, embora com deficiências, salvaram a vida a muita gente neste país. Agora impigiram-nos as ambulâncias que é suposto nos transportarem "a tempo" para os poucos e sobrelotados hospitais que restaram da "razia" feita por este Governo.
    E porquê? Então não era necessário para reduzir o défice?!...Não há "meia duzia" (em termos relativos é assim mesmo...)de euros para comprar VMERS, manter os SAP¿s, criar melhores condições humanas e materiais nos hospitais...AH!...mas apareceram MILHARES DE MILHÕES de um dia para o outro(literalmente) para salvar os bancos e sobretudo as fortunas dos seus accionistas ( mas com a desculpa de salvarem "os pequenos depositantes").
    Este país cada vez está "mais pequeno"...em TUDO...só GRANDE na miséria.
     

    por: Manuel Quebrado

    Comentário no Portugal Diário e que serve como prefácio a esta sentença.

     

     

    O ex-ministro da saúde e a presente ministra são condenados.

    Não podemos deixar de criticar severamente o Primeiro-Ministro Engenheiro José Sócrates, pele sua cegueira no combate a despesa que resulta nestas situações.

    Não ausentes de culpas ficam os responsáveis pelos restantes serviços envolvidos.

     

    Vão condenados com pena máxima.    *****