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    February 25

    Onde está Abril?

     

     

     

    Onde se inicia a pornografia e o erótico?

     

    Como em Portugal existem, algumas mentalidades perversas que nos nus da arte vêem pornografia, aqui fica uma pequena, mas útil lição sobre a arte.

    Nos museus esatsa obras estão expostas sem qualquer interdição a menores.

     

    No entanto a Photobucket censurou a imagem: ou seja os puritanos estão por todo o lado.

     

    Nem o facto da apreensão ter sido feita em Braga – a Cidade dos Arcebispos ou o excessivo zelo (?) da PSP desculpam estes actos sensórios.

    Para uns e para outros aqui fica uma pequena aula de arte erótica.

     

     

          


    A Origem do Mundo Gustave Courbet (1819-1877)

    A Criação do Homem Miguel Angelo Bounarroti

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    Qual destas duas obras de arte seria candidata a ser censurada? 

     

    Nos últimos dias temos assistido a algumas acções pidescas de censura. Pensávamos ser impossível de acontecer neste Portugal de Abril.

    Talvez por ser carnaval, alguém anda com a cabeça cheia de “fitas” e como se nada mais importante houvesse para tratar, vai daí e toma estas atitudes, elas mesmas censuráveis pelo simples facto das desculpas apresentadas serem pobres e esfarrapadas. Se para o cortejo do carnaval a acção resultou em publicidade gratuita e a fazer fé nas notícias teve o condão de despertar o interesse do público, já nos livros apreendidos o resultado segundo o responsável da editora acarretará prejuízo.

     

    Afinal a justiça é rápida mas, não para tudo.

     

    Pelo facto de estes factos serem praticados em Portugal de Abril fica aqui lavrada a condenação do Ministro responsável pela tutela.

     

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    "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." 

    (Albert Einstein)

     

     

     

     

    February 20

    Na Cidade dos tuneis

     

    Alzira Fernandes, António Braga e os seus dois filhos passam actualmente por uma situação desesperante. A família tem a renda da casa atrasada, vive sem luz, a água que usam é da chuva e tem de ir aos campos apanhar alguma coisa para conseguir fazer uma sopa. António, o único trabalhador do agregado familiar, está de baixa e os rendimentos escasseiam. O casal solicitou o Rendimento Social de Inserção, mas só teve direito a 27 euros mensais. Sem dinheiro, o casal já passa fome.



    O início de 2009 está a ser muito complicado para Alzira Fernandes, António Braga e os seus dois filhos, uma menina deficiente e um menino, com 14 e 7 anos, respectivamente. O casal, residente em Paramos, passa por uma situação de desespero e, sem ver outra alternativa, decidiu contar a sua história ao Jornal de Espinho.
    Alzira Fernandes está desempregada há dois anos e, por muito que procure, não consegue arranjar emprego. Sem direito ao fundo de desemprego, é com o salário mínimo do seu marido, António Braga, que esta família de quatro pessoas tem conseguido sobreviver. No entanto, no passado dia 2 de Janeiro, António teve um bloqueamento de uma veia no coração e teve que ser transportado de urgência para o Hospital S. António, no Porto. O único trabalhador da família ficou de baixa.
    Porém, e, como diz o ditado popular, “um mal nunca vem só”, o homem sofreu, no dia 2 de Fevereiro, um deslocamento da retina e teve que ser operado na passa segunda-feira. Por ser uma operação delicada, havendo a possibilidade de ficar com uma visão de 30 por cento, António Braga terá, pela sua frente, mais dois ou três meses de recuperação e de baixa.


    Devido a todos estes problemas, os últimos rendimentos que entraram na casa de Alzira Fernandes e de António Braga foram as verbas respeitantes ao mês de Dezembro. Para agravar a situação, e como a sua empresa só paga ao dia 12, o homem não chegou a receber a totalidade do ordenado.



    Rendimento mínimo de 27 euros


    Neste momento, o casal vive desesperado. A renda da casa está atrasada um mês e, por isso mesmo, a senhoria cortou-lhes a água. Para agravar a situação, por falta de pagamentos, a EDP anulou o contrato, cortando também a luz.


    Sem dinheiro e sem soluções, pelo menos, para um futuro próximo, Alzira Fernandes e António Braga foram pedir ajuda ao Centro Social de Paramos, onde expuseram a sua história. O casal foi aconselhado, por Carlos Pinto a pedir o Rendimento Social de Inserção (RSI) e assim o fez. Toda a documentação foi reunida e entregue no Centro Social e, uns tempos depois, receberam em casa uma carta da Segurança Social a avisar que tinham tido direito a cerca de 27 euros por mês do RSI.


    Entretanto, Alzira Fernandes começou a frequentar um curso de informática nas instalações do centro social paramense, todas as segundas, quartas e sextas. Por cada “aula”, explicou ao JE António Braga, a sua esposa ganha três euros e oitenta cêntimos, valor que, no final do mês, vai ser descontado dos 27 euros que recebem do rendimento social de inserção.

     

     




    Roubar para não passar fome


    Perante tal cenário, o casal foi falar com o presidente da Junta de Freguesia de Paramos, Américo Castro. Da sua parte, o autarca prometeu tentar arranjar emprego para Alzira Fernandes e conseguiu que os banhos semanais passassem de dois para três. Por seu intermédio na Conferência Mista de Paramos, a família conseguiu, como enumerou ao JE, dois quilos de arroz, dois pacotes de massa esparguete, cinco pacotes de leite em pó, dois pacotes de bolacha Maria, dois pacotes de massa riscada, um de aletria, e dois pacotes de um creme para as crianças. No entanto, “essa ajuda não se vai repetir”, disse António Braga, “pelo menos este ano”. Com os armários quase vazios e sem nada para dar aos filhos, Alzira Fernandes tem tomado medidas desesperadas. “Vou aos campos de noite para não ser apanhada, e tudo o que puder roubar para comer, eu tenho roubado. Couves, nabos, tudo o que for necessário para que não falte, pelo menos, a sopa para os miúdos”. Até agora, explicou, “com aquilo que me deram e aquilo que eu roubo, tenho conseguido viver”. A água da chuva, aproveita-a, “ para lavar a louça e para a casa de banho”. Para a alimentação, Alzira Fernandes tem que ir de garrafões buscar água aos fontanários. E o pão, consegue-o dado numa padaria, mas não é fresco: “eu peço pão seco, recesso, e eles dão-me, em vez de deitarem fora”.



    Só precisa de alguma ajuda


    Alzira Fernandes garantiu ao JE que já pediu ajuda em todos os lados de que se lembrou. “Não me fecham as portas, mas também não me estão a ajudar”, concluiu tristemente. E continuou: “Sem água, sem luz, sem comida, com o meu marido com baixa, o que é que vou fazer? O que vou dar aos miúdos?” A mãe de família esclarece que não quer dinheiro de ninguém, apenas alguém que a ajude. No Centro Social de Paramos, foi-lhes dito que havia uma verba de 200 euros disponível para toda a freguesia e que, na lista das prioridades “primeiro estavam os medicamentos”. Alzira Fernandes afirmou que, aos responsáveis, perguntou quem estava numa situação pior que a dela. Responderam-lhe que o seu problema era económico. “Se não pagar a casa, venho para o olho da rua. E nós só queremos estar na nossa casa com os nossos filhos. Esta é uma situação temporária. Daqui a uns meses, quando o meu marido recuperar e voltar ao trabalho, haveremos de ficar bem. Porém, por ser temporária, não há não ninguém que nos ajude”, referiu, quase sem voz. António Braga concluiu: “Darem-nos 27 euros de rendimento social de inserção é uma brincadeira. Estão a gozar com quem precisa…. Cada criança recebia 42 euros de abono, por causa do RSI, passamos a receber 32 euros. O subsídio de deficiência da menina foi também cortado em Janeiro. Como vamos sobreviver”.

     

     

    Apetece perguntar. Como é possível isto acontecer em Espinho?

    Terra que na boca do seu timoneiro é a mais bela do mundo?

    Como pode isto acontecer, numa terra em que se gastaram nos últimos quatro anos centenas de milhares de euros em passeios ao Brasil.

    Onde se gastam milhares de euros com jantares, para um determinado segmento da população, que até nem é a mais carenciada.

     

    Hoje assistimos a tomada de posição em apoio aos seus munícipes de dezenas de autarcas, e em Espinho, para além de algumas famílias, -  vou deixar quem ler estas palavras tente adivinhar -, que beneficiam de apoio porque residem numa área em que os votos “chovem, nada mais se faz.

    E porquê?

     

     

     

    Porque esta é uma situação escandalosa aqui fica o reparo e a condenação que pelos factos acima expostos.

     

    February 15

    Aos caloteiros

    Martelo

    O Estado pode publicar a sua “carteira” de devedores, mas ele o Estado não publica a quem deve.

     

    De que tem medo este Estado. Afinal qual é a democracia em que vivemos?

    Para que serve a constituição? Para “inglês ver”?

     

    Bem isto a propósito das milhares de dividas patronais, a trabalhadores que se arrastam pelos tribunais durante décadas, sem que até hoje tenha havido alguém, que altere esta pouca-vergonha, pois é uma vergonha para um país do “Magalhães” uma vergonha.

    Pobre daqueles que tem a pouca sorte de se chamarem Magalhães.

     

    Os trabalhadores são sempre as vitimas finais, de uma série de entidades patronais que lhes comeu a carne e ainda se dão ao luxo de recorrer para tudo quanto é sitio, aproveitando as entre linhas que o legislador deixa nas leis. Será que quem elabora as leis não as lê? Pelos visto assim é.

     

    Vai sendo tempo, desta vil maneira de tratar quem trabalha e vê os seus direitos empatados nas secretarias dos tribunais acabar. Os tempos que se avizinham vão aumentar esta situação, disso ninguém tenha a menor duvida. Cabe aqui ao actual governo a responsabilidade de travar esta situação.

     

    E o que dizer dos cheques carecas, praga que foi despenalizada, pelo actual executivo – porquê? -, permitindo assim a alguns viverem a “grande e à francesa” à custa da miséria dos outros.

     

    Haja moral. A Justiça por culpa não sabemos de quem, – ou talvez não –, em Portugal anda a passo de caracol, e é com esta situação de quase impunidade se não mesmo de impunidade que o País fica bloqueado.

     

    Perante a situação actual o estado deveria congelar todos os bens dos que hoje e ontem passam cheques carecas, fecham empresas do dia para a noite, e investigar, contas bancárias e compras e vendas desses senhores nos últimos 5 a 7 anos. Se apresentassem sinais exteriores de riqueza, teriam de responder com os bens adquiridos, e ou vendidos a familiares ou doados.

    É dura a ideia. É impraticável, digam o que disserem, se não for esta a medida mais prática encontrem outra, mas rapidamente.

     

    February 13

    É bom lembrar

      

    A crise.

    Mas que crise?

    A dos ricos?

    A dos pobres?

    A dos desempregados?

    Dos empregos?

    Afinal quem originou esta crise?

    Por acaso não foi o grande capital?

    Então porque não são eles a paga-la, afinal eles é que retiram e retiram os seus dividendos.

     

    Neste “arrastão” temos um primeiro que é um luxo de pensador.

    Reparem nas suas medidas para combater a crise (?).

    Dá milhões aos bancos.

    Dá milhões para formação profissional nas empresas (onde é que eu já vi isto), os resultados esses…

    Cursos de formação a jovens a quem facilitou a vida por todas as formas no ensino. Ensino isso é que era bom. Mas, hoje existe ensino, ou bem pelo contrário existe diversão. Pelo que conheço é mais diversão.

     

    Crise disse ele: mas os salários dos administradores das empresas públicas não foram reduzidos uns míseros cêntimos.

    As reformas e outras benesses da classe politica, quer no activo, ou os “reformados” também não sofreu qualquer corte. E porquê?

    A crise é uma treta que o capitalismo inventou para como dizia há dias um politico cá da praça”arrear na esquerda” entenda-se esquerda aqui quem trabalha.

     

     

    Então a condenação e sumária.

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